Aula12-90: Éter luminífero e a velocidade da luz
Christiaan Huygens (★ 1629 — 1695 ✝), no seu livro Tratado sobre a luz, propõe ser ondulatória a natureza da luz, e sugere que, do mesmo modo como o som necessita de um meio para se propagar, a luz também precisaria de um meio para se espalhar; este meio seria o éter luminífero.
Isaac newton (★ 1642 — 1727 ✝), no seu livro Óptica, propõe ser corpuscular a natureza da luz, opondo-se a hipotese ondulatória de Huygens. Como Newton foi o maior gênio científico do período clássico da física, seu prestigio garantiu que sua hipotese se sobrepusesse a de Huygens.
Em 1801, o físico inglês Thomas Young (★ 1773 — 1829 ✝) realizou o experimento da dupla fenda e observou que a luz proveniente de uma fonte era capaz de interferir com luz proveniente de outra fonte. Por ser este comportamento algo característico de ondas, o modelo ondulatório de Huygens foi recuperado, e, juntamente com ele, a ideia do éter luminífero.
Em 1861, O físico escocês James Clerk Maxwell (★ 1831 — 1879 ✝) publicou um artigo de nome Sobre as linhas físicas de força, onde apresentava uma série de equações que descreviam toda a teoria eletromagnética. Para se dudizir estas equações, Maxwell lançou mão do conceito de éter luminífero; e constatou que a velocidade da luz no vácuo deveria ser de:
Em que:
◦ é a constante de permissividade elétrica do vácuo
◦ é a constante de permeabilidade magnética do vácuo
➔ EXPERIMENTO DO MONTE (séc. XVII)
Por volta do ano de 1600, Galileu Galilei (★ 1564 — 1642 ✝) propôs um experimento que tencionava medir a velocidade de propagação da luz no ar. Neste experimento ele e um ajudante se posicionariam sobre dois montes, distânciados em 2 km. A ideia era Galileu acender o seu candelabro, então a luz viajaria até chegar aos olhos do seu auxliar; neste momento, o auxiliar acenderia o próprio candelabro, a luz então viajaria até chegar no monte de galileu, onde ele mediria o tempo que a luz levaria para percorrer este caminho. Em posse da distãncia (ida e volta, 4 km) e do tempo, Galileu seria capaz de determinar a velocidade da luz.
Os resultados obtidos pelo cientista foram inconclusivos, uma vez que o tempo observado era tão ínfimo que impedia a sua marcação; a propagação parecia ser instantânea, impossível de se medir com a tecnologia de que ele dispunha. Após o experimento, galileu sabia que ou a luz viaja numa velocidade muitíssimo grande ou então sua propagação é instantânea.

➔ EXPERIMENTO DA LUZ DE IO (1676)
Em 1676, o astrônomo dinamarques Ole Romer (★ 1644 — 1710 ✝), percebeu que os eclípses do satélite Io de júpiter não apresentavam períodos iguais. Romer concluiu então que esta diferença temporal devia-se a um afastamento ou aproximação da terra (ponto de observação do fenômeno) em relação a júpiter. Por exemplo: Como a terra se afasta enquanto o satélite encotra-se eclipsado por Júpiter, quando ele se põe ao lado do planeta ele estará mais distante da terra e, aqui da terra, veremos ele com um atraso devido ao espaço maior que luz teve que percorrer. Como já era bem conhecido o período orbital de Io, o astrônomo realizou os calculos e chegou no seguinte valor para a velocidade de propagação da luz:

➔ EXPERIMENTO DO ESPELHO GIRANTE (1850)
Em 1850, o físico frânces, Jean Bernard Léon Foucault (★ 1819 — 1868 ✝) propôs um experimento para determinar a velocidade da luz. Uma fonte de luz emitia um feiche luminoso contra um anteparo de vidro girante. A luz era refletida no anteparo girante e rumava em direção a um anteparo refletor estacionário, lá era novamente refletida em direção ao primeiro anteparo que agora encontrava-se deslocado em um certo ângulo. Conhecendo-se a diferença angular entre o feiche emitido e o refletido e o período de rotação da placa refletoda, é possível através da cinemática e das leis da reflexão se determinar a velocidade de propagação da luz.
O exeperimento foi bem sucedido e levou Focault a uma velocidade que é apenas 0,6% menor que a velocidade atualmente aceita para a luz.
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➔ EXEPRIMENTO DA RODA DENTADA (1851)
Em 1851, Hippolyte Fizeau (★ 1819 — 1896 ✝) propôs um novo esperimento para se medir a velocidade da luz. Uma fonte de luz emitia luz ininterruptamente em direção a um espelho que ficava atrás de uma roda rentada. Esta roda era então acelerada até que os feiches refletidos fossem barrados pelo próximo dente da roda. Sabendo-se o período de rotação da rota e a distância entre a roda e o espelho, éra possível se medir a velocidade da luz.
O experimento foi bem sucedido e mediu valores muito próximos ao valor atualmente aceito.
