Tópico Aula Título
CINEMÁTICA Aula 1-1 Grandezas físicas, unidades de medida e SI
CINEMÁTICA Aula 1-2 Vetores
CINEMÁTICA Aula 1-3 Introdução à cinemática
CINEMÁTICA Aula 1-4 Movimento retilíneo uniforme (MRU)
CINEMÁTICA Aula 1-5 Movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV)
CINEMÁTICA Aula 1-6 Movimento círcular uniforme (MCU)
CINEMÁTICA Aula 1-7 Movimento círcular uniformemente variado (MCUV)
CINEMÁTICA Aula 1-8 Queda livre e lançamento vertical no vácuo
CINEMÁTICA Aula 1-9 Lançamento horizontal e oblíquo
CINEMÁTICA Aula 1-10 Movimento harmônico simples (MHS)
DINÂMICA Aula 2-11 Introdução à dinâmica e primeira lei de Newton
DINÂMICA Aula 2-12 A segunda e a terceira leis de Newton
DINÂMICA Aula 2-13 Força elástica, lei de Hooke e associação de molas
DINÂMICA Aula 2-14 Polias e máquinas de Atwood
DINÂMICA Aula 2-15 Plano inclinado sem atrito
DINÂMICA Aula 2-16 Força de atrito estático e dinâmico
DINÂMICA Aula 2-17 Plano inclinado com atrito
DINÂMICA Aula 2-18 Aceleração e força centrípeta
DINÂMICA Aula 2-19 Trabalho
DINÂMICA Aula 2-20 Energia cinética
DINÂMICA Aula 2-21 Energia potencial
DINÂMICA Aula 2-22 Energia mecânica
DINÂMICA Aula 2-23 Potência
DINÂMICA Aula 2-24 Momento linear e impulso
DINÂMICA Aula 2-25 Colisões
GRAVITAÇÃO Aula 3-26 Introdução à astronomia
GRAVITAÇÃO Aula 3-27 Leis de Kepler
GRAVITAÇÃO Aula 3-28 Lei da gravitação universal
GRAVITAÇÃO Aula 3-29 Campo gravitacional e satélites
ESTÁTICA Aula 4-30 Introdução à estática
ESTÁTICA Aula 4-31 Centro de massa e centro de gravidade
ESTÁTICA Aula 4-32 Torque, alavancas e equilíbrio de corpos extensos
MECÂNICA DOS FLUIDOS Aula 5-33 Introdução à mecânica dos fluidos
MECÂNICA DOS FLUIDOS Aula 5-34 Teorema de Stevin
MECÂNICA DOS FLUIDOS Aula 5-35 Teorema de Pascal
MECÂNICA DOS FLUIDOS Aula 5-36 Teorema de Arquimedes
MECÂNICA DOS FLUIDOS Aula 5-37 Hidrodinâmica
TERMOLOGIA Aula 6-38 Introdução à termologia e escalas termométricas
TERMOLOGIA Aula 6-39 Dilatação térmica dos sólidos
TERMOLOGIA Aula 6-40 Dilatação térmica dos líquidos
TERMOLOGIA Aula 6-41 Calor sensível e calor latente
TERMOLOGIA Aula 6-42 Troca de calor entre substâncias
TERMOLOGIA Aula 6-43 Estados físicos da matéria
TERMOLOGIA Aula 6-44 Propagação de calor
TERMOLOGIA Aula 6-45 Transformações gasosas e equação geral dos gases
TERMOLOGIA Aula 6-46 Leis dos gases ideais (equação de Clapeyron)
TERMOLOGIA Aula 6-47 Trabalho nas transformações gasosas
TERMOLOGIA Aula 6-48 Leis da termodinâmica
TERMOLOGIA Aula 6-49 Máquinas térmicas
TERMOLOGIA Aula 6-50 Ciclos termodinâmicos: ciclo de Carnout
ÓPTICA Aula 7-51 Introdução à óptica
ÓPTICA Aula 7-52 Cores: síntese adtiva e síntese subtrativa
ÓPTICA Aula 7-53 Princípios da óptica geométrica
ÓPTICA Aula 7-54 Ângulo visual, eclipses e fases da lua
ÓPTICA Aula 7-55 Reflexão e refração
ÓPTICA Aula 7-56 Espelhos planos
ÓPTICA Aula 7-57 Espelhos esféricos: côncavos e convexos
ÓPTICA Aula 7-58 Análise algébrica dos espelhos esféricos
ÓPTICA Aula 7-59 Lentes esféricas: côncavas e convexas
ÓPTICA Aula 7-60 Análise algébrica das lentes esféricas
ÓPTICA Aula 7-61 Olho humano e ametropias
ONDAS Aula 8-62 Introdução à ondas
ONDAS Aula 8-63 Equação fundamental da ondulatória
ONDAS Aula 8-64 Velocidade e frequência das ondas eletromagnéticas
ONDAS Aula 8-65 Fenômenos ondulatórios
ONDAS Aula 8-66 Velocidade, reflexão e refração de ondas em cordas
ONDAS Aula 8-67 Ondas estacionárias
ONDAS Aula 8-68 A dual natureza da luz
ONDAS Aula 8-69 O som e suas qualidades fisiológicas
ONDAS Aula 8-70 Efeito doppler
ELETROSTÁTICA Aula 9-71 Introdução ao eletromagnetismo e a atomística
ELETROSTÁTICA Aula 9-72 Cargas elétricas e processos de eletrização
ELETROSTÁTICA Aula 9-73 Lei de Coulomb
ELETROSTÁTICA Aula 9-74 Campo elétrico e gaiola de Faraday
ELETROSTÁTICA Aula 9-75 Energia potencial elétrica, Potencial elétrico e D.D.P
ELETROSTÁTICA Aula 9-76 Trabalho da força elétrica
ELETRODINÂMICA Aula 10-77 Introdução à eletrodinâmica
ELETRODINÂMICA Aula 10-78 Primeira lei de Ohm
ELETRODINÂMICA Aula 10-79 Segunda lei de Ohm
ELETRODINÂMICA Aula 10-80 Circuitos elétricos e associação de resistores
ELETRODINÂMICA Aula 10-81 Geradores elétricos e associação de geradores
ELETRODINÂMICA Aula 10-82 Capacitores e associação de capacitores
ELETRODINÂMICA Aula 10-83 Leis de Kirchhoff
ELETROMAGNETISMO Aula 11-84 Magnetismo
ELETROMAGNETISMO Aula 11-85 Força magnética sobre cargas em movimento
ELETROMAGNETISMO Aula 11-86 Campo magnético em fio retilíneo longo e bobinas
ELETROMAGNETISMO Aula 11-87 Indução magnética (lei de Faraday e lei de Lenz)
ELETROMAGNETISMO Aula 11-88 Transformadores
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-89 Espaço e tempo absolutos
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-90 Éter luminífero e a velocidade da luz
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-91 Experimento de Michelson & Morley
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-92 Transformadas de Galileu
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-93 Transformadas de Lorentz
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-94 Transformadas de Lorentz para velocidades
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-95 Efeito Doppler relativístico
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-96 Momento e energia relativísticos
FÍSICA MODERNA  — RELATIVIDADE RESTRITA Aula 12-97 Conversão massa-energia
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-98 Radiação de corpo negro
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-99 Efeito fotoelétrico
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-100 Raios X
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-101 Efeito Compton
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-102 Espectroscopia e fórmula de Balmer
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-103 O átomo de Bohr
FÍSICA MODERNA — QUÂNTICA Aula 13-104 Ondas de matéria

Aula13-102: Espectroscopia e fórmula de Balmer

Espectros de emissão e espectros de absorção

   

◦ Em 1666, Isaac Newton (★ 1642 1727 ✝) faz luz solar passar através de um prisma e a decompõe em uma infinidade de ondas de diferentes frequências. Na ocasião, Newton acreditou ter obtido com este esperimento um espectro contínuo de luzes.

 

◦ Em 1814, o físico alemão Joseph von Fraunhofer (★ 1787 1826 ✝) desenvolveu o espectroscópio e realizou o mesmo experimento, só que agora com maior precisão, e, assim, descobriu que o leque de ondas decompostas apresentava descontinuidades, regiões para as quais não havia luz, regiões demarcadas por linhas escuras. Fraunhofer passou a catalogar estas linhas; ao todo, contabilizou 574 linhas; nomeo-as de A a K, atribuindo-lhes letras maiúsculas para as linhas mais grossas e letras minúsculas para as mais finas.

Atualmente, com espectroscópios modernos, a decomposição da luz solar mostra-nos milhares destas linhas escuras.

Fraunhofer também estudou os espectros de luz das estrelas Sírius, Castor, Pollux, Capella, Betelgeuse e Procyon.

 

◦ Em 1856, Robert Wilhelm Eberhard Bunsen (★ 1811 1899 ✝) e o seu colaborador Gustav Robert Kirchhoff (★ 1824 1887 ✝) usaram o bico de Bunsen (bico de gás inventado por Bunsem, este equipamento destacava-se por possuir uma chama incolor) para aquecer elementos químicos; ao aquecê-los, passaram a luz num espectroscópio e constataram que o espectro de emissão de luz para um dado elemento era discreto, constituido por uma série de linhas coloridas.

Bunsen e Kirchhoff pensaram que um elemento químico, quando aquecido, emitia luz em determinadas frequências, e quando iluminado absorvia luz nestas mesmas frequências. Esta hipótese, se correta, explicaria o espectro de emissão por eles produzido, bem como o espectro de absorção produzido por Fraunhofer. No caso do espectro de Fraunhofer, o sol emitiria luz em todas as frequências e a atmosfera solar e terrestre absorveria determinadas luzes de acordo com as suas constituições químicas.

Segundo Bunsen e Kirchhoff, a linha escura D do espectro de Franhofer correspondia ao elemento sódio. A luz que provinha do sol, ao transitar na atmosfera solar, esbarrava no elemento sódio, que roubava-lhe luz nesta frequência definida. Para sustentar a sua tese, Bunsen passou luz solar por uma núvem de sódio e depois a decompôs num prisma. Caso a linha D do espectro de Fraunhofer desaparecese, isto significaria que a núvem de sódio fora aquecida pela luz solar e emitiu a luz faltante, preenchendo o vão do espectro de absorção correspondente ao sódio. O experimento foi realizado e para surpresa de Bunsen, a linha escura D se intensificou.

Bunsen então trocou o sol por um sólido quente e constatou que as linhas escuras provenientes deste experimento tinham correspondentes no espectro de Fraunhofer. A partir deste experimento, Bunsen conclui que o sol é um sólido ou um gás quente envolto por uma atmosfera de gás mais frio. Estas camadas mais gélidas eram responsáveis por absorver luses e provocar as linhas escuras do espectro.

 

Leis de Kirchhoff

Embasado nos experimentos de Bunsen, Kirchhoff escreve três lei de caráter experimental para a espectroscopia:

I. Um corpo opaco quente, sólido, líquido ou gasoso, emite luz, formando um espectro contínuo.

II. Um gás transparente emite luz, formando um espectro de linhas discretas e brilhantes (de emissão). O número e a posição destas linhas depende dos elementos químicos presentes no gás.

III. Se um espectro contínuo passar por um gás à temperatura mais baixa, o gás frio causa a presença de linhas escuras (absorção). O número e a posição destas linhas depende dos elementos químicos presentes no gás.

Obs.: A luz que passa através do gás, não necessariamente é absorvida; se este gás estiver em equilíbrio, nem aquecendo nem resfriando, ele absorve luz de determinada frequência e a reemite em todas as direções, ocasionando um decresimo de intensidade luminosa na direção original do raio.

 

Kirchhoff também estudou o espectro de Fraunhofer para luz solar e identificou alguns dos elementos que se manifestavam neste espectro.

   

 

 

 

 

O espectro de emissão do átomo de Hidrogênio

   

Corrente elétrica atravessa o interior de uma ampôla repleta de um determinado gás; o transito destes elétrons elevará a temperatura da espécie atômica e ela passará a emitir radiação, a qual é prontamente decomposta por um prisma e projetada em um anteparo. A figura ao lado ilustra este experimento quando se é colocado no interior da ampola hidrogênio à baixa pressão. O resultado é a projeção de 4 linhas de luz visível no anteparo.

 

➔ FÓRMULA DE BALMER

Em 1885, o físico e matemático suiço Johann Jakob Balmer (★ 1825 1898 ✝) descobriu uma fórmula matemática capaz de descrever os comprimentos de onda das luzes emitidas em função de alguns números inteiros.

   

Observe que n é sempre maior do que 2, mas não há impeditivos para que n seja maior do que 6.

Balmer apostou em sua fórmula, sugirindo que n poderia assumir valores maiores do que 6. Caso n seja, por exemplo, 7, n corresponderá a um comprimento de onda , que encontra-se fora do espectro vísivel.

Balmer ainda sugeriu que sua fórmula fosse reescrita, de modo que aparecia uma nova variável; para o caso analisado aqui, do hidrogênio, esta variável valeria 2.

Em que R é a constante de Rydberg; que vale 10 973 731,6 m-1

 

 

 

Limitações da física clássica

A física clássica é incompetente ao tentar explicar os fenômenos analisados nesta aula; pois, em física clássica, uma amostra gasosa, como essa de hidrogênio, deveria "dançar conforme a música", interagir e espalhar radiação de qualquer frequência que incidisse sobre ela. A solução para este problema se dará com os trabalhos de Bohr sobre a natureza do átomo, assunto de nossa próxima aula.

 

 

 

 

MATERIAL COMPLEMENTAR